Linux: Sete razões para migrar


Parece que estamos vivendo uma Segunda Onda na iniciativa de migração do Windows e de seus programas proprietários para o Linux e seus aplicativos de código aberto. A Primeira Onda, mesmo tendo sido fruto de muita boa vontade e esperança da comunidade, infelizmente não deu certo – pelo menos não tão certo quanto se esperava. A Primeira Onda surgiu em torno do ano de 2002 e envolvia o mesmo pensamento: “O Linux está pronto! O Linux e todos os seus alicativos estão prontos! Tudo o que precisamos é falar ao mundo e o mundo migrará!”. Tudo parecia certo. Onde essa onda falhou? Em sua grande parte, no excesso de otimismo: várias barreiras ainda precisavam ser quebradas, muitas delas envolvendo problemas reais que, até pouco tempo, assolavam o mundo do software livre e de código aberto.

Vamos ao mais problemático de todos: o Linux não era muito amigável. Esse primeiro ponto, potencialmente um forte “contra”, não era uma completa verdade, mas vários fatores correlacionados contribuíram para que ele se tornasse verdadeiro. O primeiro deles era que, na época, o Linux ainda se preocupava em buscar a interoperabilidade com o Windows, seja na facilidade de implementação de compartilhamento de arquivos, seja no desenvolvimento de programas capazes de trabalhar com extensões de arquivos em comum. Não se engatinhava nessa época, mas ainda havia um longo caminho a percorrer.

O segundo ponto, acredito eu, foi a maior de todas as barreiras: a preguiça e a aversão ao novo. A maior fatia do mercado desktop ainda é do sistema operacional Windows da Microsoft. Essa hegemonia, no entanto, não representa o lucro líquido da empresa com a venda de licenças de uso, tanto para usuários domésticos quanto para empresas. Infelizmente, a pirataria em países como o Brasil ainda é muito difundida, o que contribui para um fantástico conceito físico funcionar a todo o vapor &nash; a inércia. Não é uma crítica, mas um fato! E mesmo com todos os problemas vividos com relação a segurança, inconsistência e instabilidade dos sistemas operacionais pirateados, já que estes não conseguem efetuar atualizações críticas de seus sistemas ou mesmo atualizações de segurança, a preguiça e a aversão ao novo, ao mais barato, ao mais estável, bloqueou inexoravelmente o avanço do Linux.

Acredito que a Primeira Onda foi muito bem-vinda e facilitou, de fato, a penetração do Linux em diversos nichos considerados exclusivos de outros sistemas operacionais e em suas arquiteturas fechadas (sim! Não estamos falando só em migração do Windows para Linux). Ela também propiciou um amadurecimento de toda a comunidade e das empresas envolvidas no processo. E o resultado? Muito apredizado, desenvolvimento árduo e contínuo e mais força para a preparação de uma segunda tentativa. Agora, a Segunda Onda.

Vender os benefícios do Linux tem sido uma forte proposta por muitos anos — porém muito má aplicada. Razões comuns eram citadas para não migrar para o sistema operacional de código aberto e, dentre essas, as mais comentadas se referiam à suposta complexidade do sistema, à falta de conhecimento dos interessados e aos poucos aplicativos comerciais disponíveis. Tanto a comunidade de código aberto quanto os fornecedores mundiais fizeram questão de endereçar essas faltas, que se fez repercurtir por muito tempo.

“Os servidores Linux anunciaram seu segundo trimestre consecutivo com crescimento sólido com renovação crescente de 8,4% de um total de US$ 1,8 bilhões no mesmo trimestre”, segundo Matt Eastwood, um analista da IDC (International Data Corp). “Os servidores baseados em Linux representam hoje 13,7% de toda renovação de servidores”, comenta Matt.

Essa porcentagem demonstra claramente que o Linux finalmente saiu da obscuridade. Não surpreende, portanto, que o uso de Linux em pequenas empresas venha aumentado. Podemos citar como exemplo a Whitelaw Twining Law Corp, uma empresa de 25 funcionários que migrou suas estações de trabalho com Windows 98 e 2000 para o SUSE Linux da Novell.

De acordo com Richard Giroux, gerente de TI da Whitelaw Twining, efetuar uma migração do Windows 2000 para o SUSE Linux Enterprise Desktop (SLED) não é mais considerado difícil para os usuários finais. Pelo menoa não mais do que a dificuldade de migrar para o Windows Vista. “Nós efetuamos um treinamento básico com nossos funcionários e com isso não tivemos mais chamadas no Help Desk”, afirma Giroux. Provavelmente já é hora de as empresas darem uma boa olhada no Linux como servidor e desktop. Abaixo, seguem sete razões que podem ajudar a convencer sua empresa.

Saiba Mais – linuxmgazine.com.br

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